*este poema está entre os primeiro escritos
Eu ouvi o poeta se lamentar...
Com extrema certeza
Com a alma desprovida de avareza
Ouvi, é fato, o poeta se lamuriar.
Dizia a si mesmo:
Meus Deus, de que adianta ?
Pensar com orgulho e apreço
De que adianta se não anda ?
As coisas que fiz
Não me alimentam
Se desfazem porque quis
Que alguém se envaidecesse.
Não demora muito
Para que eu me esqueça:
Em outrora fiquei desnudo
De toda suposta destreza.
Agora estou aqui.
Vejo como sou diminuto
Ínfimo me afundo:
Tenho nos olhos orgulho.
Não precisei chegar
Ao fim da vida.
Verso não vou recitar
Recolho-me com minha ferida.
Não sou forte
Sou falho
Tenho asco
Fui traído pela minha índole.
Para que pensar tanto
Meu Deus? Ninguém,
Não, não amo!
Só a mim me mirei, porém.
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